Festival ORIGRAFFES 2018 – Original Graffiti Espírito Santo

Um breve relato da experiência incrível que foi participar do Origraffes 2018.

Eu (Eve14) e o Casé (ambos representando a  Colab2 Crew) e outros 138 artistas fomos selecionados para a edição de 2018 do Festival Origraffes (Original Graffiti Espírito Santo). E foi em um dia em que reunimos toda a crew para pintar e confraternizar que recebemos o resultado, 1º de Maio.

Passamos alguns dias estasiados com a notícia e logo compramos as passagens e confirmamos nossa presença com os organizadores do evento, Liam e Starley, dois artistas do Espírito Santo e que se dedicam na produção exaustiva desse mega evento nacional, promovendo a cena do graffiti e ampliando a visão que todo o país tem do graffiti nesse estado.

De Maio a Julho o tempo passou muito rápido e logo chegou o dia de embarcarmos de SP para o ES. Chegamos no aeroporto Vix na quinta-feira dia 19, lá mesmo encontramos e conhecemos outros artistas e também a equipe do Origraffes que estava fazendo o translado até o alojamento. Em pouco menos de uma hora estávamos em Serra, especificamente no bairro do evento, Feu Rosa. Fomos muito bem recepcionados, guardamos nossas malas e saímos pelo bairro fazendo aquele reconhecimento turístico e desde então conhecemos e tivemos a companhia e orientação durante toda nossa estada na cidade pelo Weverton.

Weverton é desses caras prestativos a toda a comunidade, todos o conhecem, respeitam e sabem da caminhada. Um ser humano único, difícil mesmo encontrar pessoas como ele, simples, humilde, inteligente, com personalidade forte, político e profundamente humano. Ele compartilhou um pouco da sua história conosco, e acabamos percebendo que viemos das mesmas raízes (a rua)!

Sexta-feira iniciamos nossa pintura junto com outros 5 artistas, Iceman, Mudof, Buyu, Osmo e Ploom. Definimos o que faríamos para integrar todos os trabalhos e separamos os espaços. Com muito tempo e cada um com uma rotina diferente o painel foi se construindo gradativamente ao longo dos 3 dias de evento. Naturalmente o horário em que mais trabalhamos foi aos finais de tarde e início da noite, quando o sol não mais castigava (nosso painel não tinha sombra em nenhum momento do dia), mas isso não era um problema, apenas tínhamos esse tempo para nos dar o luxo de pintar nos horários mais cômodos e aproveitamos o dia para conhecer a cidade, outros artistas e seus trabalhos e também espalhar alguns graffitis ao redor de Feu Rosa. E claro… tomar umas brejas da Macaxá Brejas, cerveja local que produziu uma série artesanal exclusiva para o evento, uma pilsen leve, saborosa e muito refrescante, sem contar na IPA, Stout, Fruit Beer (Morango) e outras.. uma carta de cervejas seleta para um rolê ainda mais fantástico.

Rolou um som também, evento de graffiti sem som não é a mesma coisa. No primeiro dia o pessoal estava com algumas dificuldades até que o DJ Jota apareceu e juntos conseguiram fazer as caixas vibrarem. Outra pessoa ímpar, humilde, prestativa, humano. Pode ter certeza que vou aceitar o convite de pousar por ai quando voltar a Vitória Jota.

Às noites o evento tinha continuidade também com o graffiti, por aqueles artistas que queriam fugir do sol escaldante e também das batalhas de MC’s, que animavam a galera com rimas improvisadas e inteligentes.

Os dias se passaram ainda mais rápido. No domingo conhecemos a praia de Jacaraípe, seguimos (Zeferina, Weverton, Casé e eu) de Uber e em 15 minutos chegamos a uma praia calma e perfeita para apreciarmos o pôr do sol. Dali seguimos pintando e chegamos a um bar, onde pintamos também, tomamos algumas geladas, conversamos no cair da noite e então voltamos ao alojamento.

Essa noite a pizzaria Point Cristão (onde já havíamos saboreado a pizza local) enviou uma pizza para os participantes do evento, mas não era qualquer pizza, o nome dela é Golias, tem aproximadamente um metro de diâmetro e serve mais de 60 pessoas! A pizza é gigante e precisou ser entregue em uma fiorino. Finalizamos a noite assim e infelizmente com algumas despedidas. Alguns já estavam seguindo para o aeroporto, outros iriam bem cedo e alguns era mesmo a incerteza de que os veríamos no dia seguinte antes de nossa volta para SP.

Segunda-feira amanheceu e retornamos para nossa cidade, trazendo uma bagagem enorme de conhecimentos, amizades e principalmente a experiência de poder participar de um evento tão importante para a cena do graffiti nacional.

Só tenho a agradecer a todos que estiveram presentes em todos esses momentos, desde o momento da inscrição até o nosso retorno a SP.

Agradecimentos:

Tamiris, Paula, Casé, Liam, Starley, Keka, Tia Bel, Zeferina, Weverton, Macaxá Brejas, Mils, Mudof, Julio Torquetti, Ploom, Iceman, Byl, Osmo, Hirlan, Diego Dais, Belo, Manolo, Apa, Juuh, Devis, Keka Florencio, Edinho, Jotapepax, Moris, DJ Jota e muitos outros que provavelmente não vou lembrar nesse momento, mas que estão no coração, na história.

Obrigado Origraffes!

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2 anos de Brasa

Em comemoração aos 2 anos da Brasa, vamos ao vídeo que deu start nessa história e mostra bem o nosso DNA. Veja também esse post onde falamos da trajetória desses anos.

Os Escritores e o Plano do Livro, Leitura, Literatura e Bibliotecas da cidade de São Paulo (PMLLLB)

O Instituto Pólis através do seu Pontão de Cultura de Convivência e Paz está promovendo um bate papo com agentes culturais envolvidos com livros e literatura. Fui convidado para representar o Coletivo 5 Zonas e apresentar o projeto Graffiti Poético.

Na mesa, junto comigo, estarão:

Binho (Sarau do Binho)
Elizandra Souza (Mjiba – Jovens Mulheres Revolucionárias)
Raquel Almeida da Silva (Coletivo Literário Sarau Elo da Corrente)

O evento acontecerá no dia 13 de Setembro, durante todo o dia, começando às 9h30.

Quem quiser participar basta enviar um e-mail para pontao@polis.org.br com Nome, telefone e email.

Segue o flyer:

PMLLLB

BlackBook

Inauguração da loja de graffiti BlackBook

Desde 2004 o mercado e cultura do graffiti no Brasil tem crescido de forma acelerada. Tanto o número de pessoas que fazem esse tipo de arte como as lojas e empresas especializadas no assunto. O mercado é vasto e possui espaço para todo mundo. Lembro de ter prestigiado o evento de lançamento da loja Grapixo a mais de 10 anos, com vários grafiteiros usando os materiais importados exclusivamente por essa loja nos muros da CPTM, na região do Brás. Tudo aquilo era novidade, tinta de qualidade e específica para graffiti, muitos artistas de todas as regiões e a esperança de um mercado focado ao tema. E então, isso foi o start para produtos mais profissionais e específicos do graffiti em São Paulo e consequentemente todo Brasil.

Hoje o número de lojas de graffiti tem crescido e ajudado muito as regiões em que se instalam. No início o foco era o centro de São Paulo, na Galeria do Rock ou próximo dalí. Hoje existem lojas de graffiti no ABC, na Consolação, na Zona Sul e em muitos outros lugares. Além de tornar o mercado mais competitivo, facilita a compra dos materiais.

Chegou então o momento da Zona Leste receber um point como esse. Inaugurada na sexta-feira (15/08/2014) a loja BlackBook vem com uma proposta nova e que muito se comunica com a linguagem. Localizada na Rua Caititu, 618, próximo ao Metrô Itaquera, a BlackBook tem em seu nome as palavras Ateliê & Shop. Com isso os proprietários Pack e Sow pretendem trazer vivências artísticas ao espaço, com encontros (inicialmente) às terças. E assim reforçar sua posição como um espaço potencializador de arte antes de ser uma loja.

Veja algumas fotos da inauguração.

Minhas duas profissões

No final do ano passado e início de 2012, nós da EtéDesign Brasa fizemos o site do CircoVox. E em Agosto desse ano (2012), fui convidado pelos mesmos a grafitar a fachada do galpão do circo com a mesma temática e estética. Assim juntei minhas duas profissões, designer gráfico/web e grafiteiro.